TERROR - Ataque com carro-bomba deixa mortos na capital da Somália

Alvo foram prédios do governo; outras 14 pessoas ficaram feridas, entre elas crianças. Al-Shabab reivindicou ação.
Por G1
Moradores locais olham para destruição provocada por explosão no distrito de Hawlwadag, em Mogadíscio, na Somália, neste domingo (2) (Foto: Feisal Omar/Reuters)
Seis pessoas morreram neste domingo (2), incluindo duas crianças, e 12 ficaram feridas em um ataque com carro-bomba contra prédios do governo em Mogadíscio, capital da Somália. A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo jihadista Al Shabaab.
O alvo do ataque era a sede do governo do distrito de Howlwadaag, mas acabou atingindo uma escola e uma mesquita. A explosão também danificou o telhado de uma mesquita e casas próximas.
Entre os mortos estão três soldados que tantaram impedir o carro carregado de explosivos de entrar em um complexo do governo.
Carro-bomba deixa 6 mortos na capital da Somália
Raqiya Mahamed Ali, que trabalhava no momento da explosão, disse à Reuters que se escondeu após ouvir o barulho. "Eu me escondi debaixo da mesa. Houve muitos tiros em nosso portão. Quando saí, vi muitas pessoas feridas no chão e outras mortas", afirmou.
Em setembro de 2017, o Al-Shabab foi apontada pelo governo da Somália como responsável pela explosão que deixou mais de 300 mortos e 400 feridos em Mogadíscio - que foi considerado o ataque mais letal da história do país.
Mulher reage diante dos destroços após explosão no distrito de Hawlwadag, em Mogadíscio, na Somália, neste domingo (2) (Foto: Feisal Omar/ Reuters)
Um soldado caminha ao lado de carros no local da explosão em Mogadíscio, na Somália, neste domingo (2) (Foto: Farah Abdi Warsameh/AP)
Al-Shabab
Al-Shabab significa 'A Juventude' em árabe. O grupo surgiu como uma ala radical da hoje extinta União das Cortes Islâmica da Somália em 2006, enquanto combatia forças etíopes que invadiram o país para apoiar o fraco governo interino.
Nas áreas sobre seu controle, impôs uma versão rígida da sharia (lei islâmica), desde o apedrejamento até a morte das mulheres acusadas de adultério, passando pelo amputamento dos acusados de roubo.
Estima-se que, atualmente, o grupo tenha de 7 mil a 9 mil combatentes, incluindo estrangeiros.

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