‘Brasil está bem para resistir a choques’, diz Goldfajn ao FMI

Para chefe do BC, sistema financeiro é resiliente
Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, avalia situação do Brasil durante reunião anual do FMI e do Banco Mundial.
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn afirma que “o Brasil está bem posicionado para resistir a choques”. Sua avaliação faz parte de seus apontamentos nas reuniões do Encontro Anual do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial.
O encontro, que iniciou nesta 5ª feira (11.out.2018) em Bali, na Indonésia, vai até domingo (14.out).
Em sua apresentação (íntegra), Goldfajn afirma que o cenário global continua desafiador para os países emergentes, devido à normalização das taxas de juros em economias avançadas, como os Estados Unidos.
Segundo o presidente do BC, com a taxa de juros mais alta no mercado norte-americano, investidores com capital aplicado em países emergentes, como o Brasil, podem preferir tirar recurso do país e investir em títulos do Tesouro americano. Esse é 1 dos motivos que fazem com que o dólar se valorize em relação ao real. Para ele, as incertezas no comércio internacional também podem afetar o crescimento econômico global.
Ilan Goldfajn ainda afirmou que o Brasil tem 1 balanço de pagamentos robusto, regime cambial flutuante (taxa de câmbio definida no mercado), nível adequado de reservas internacionais, acima de US$ 380 bilhões, e inflação baixa e controlada.
Para o chefe do BC, o balanço de pagamento está em posição confortável, porque o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo da economia) cobre mais de 4 vezes o deficit em transações correntes (compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com outras nações).
Goldfajn afirma ainda que o sistema financeiro brasileiro é resiliente e seus recursos vêm principalmente de fontes domésticas, limitando o impacto dos choques globais.
O presidente do BC também defende a continuidade das reformas no Brasil, especialmente a da Previdência: “Apesar do progresso da agenda de reformas nos últimos 2 anos, o passo decisivo que é a reforma do sistema de aposentadorias ainda não foi dado. O cenário financeiro global mais adverso reforça a necessidade de continuação das reformas e ajustes, a fim de garantir a confiança na sustentabilidade fiscal e gerar maior crescimento econômico”.
(com informações da Agência Brasil)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.