Justiça decreta prisão de eleitor que votou errado e achou que era fraude

Homem tentou votar para governador usando número de candidato à Presidente e alegou que a urna estava fraudada
No entanto, no momento em que ele tenta votar em Bolsonaro, a urna está solicitando o voto para governador(foto: Reprodução/Twitter)
A juíza da 97ª Zona Eleitoral do Pará, Ana Patrícia Mendes, determinou a prisão de um eleitor se confundiu na hora do voto e acusou o governo de fraudar a urna eletrônica. O homem, que é um policial militar da reserva, gravou um vídeo que viralizou na internet. 
Nas imagens, em que ele mesmo filma com o celular, o homem aparece tentando digitar o número do candidato Jair Bolsonaro, que concorrê à Presidência pelo PSL, em uma sessão de Belém (PA). No entanto, no momento em que ele tenta votar em Bolsonaro, a urna está solicitando o voto para governador. 
Quando aparece nulo, o homem afirma que a urna está adulterada. “Olha, gente! Eu apertei 17 e está parecendo nulo aqui, olha! Eu sou eleitor do Bolsonaro, eu votei 17. Pode me prender, pode chamar a polícia”, diz. Em seguida, o homem filma outros eleitores que afirmam serem testemunhas que a urna está adulterada. “Ministro Raul Jungmannn (da Segurança Pública) agora ameaça a gente, que você vai nos prender, seu bandido”, diz ele.  
A mesária tenta impedir que ele filme a sessão, pois o ato representa crime de violação do sigilo de voto, mas é empurrada pelo homem. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o homem violou várias regras e está sendo procurado pela polícia.
Na hora da confusão, a Polícia Militar foi chamada, mas os PMs não agiram por motivos hierárquicos, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

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