CNN diz que Casa Branca expulsará de novo seu repórter

O repórter da CNN Jim Acosta chega a um tribunal de Washington, em 16 de novembre de 2018 - AFP/Arquivos
AFP/istoé
A rede CNN afirmou nesta segunda-feira que pediu uma nova audiência de emergência para permitir a seu repórter Jim Acosta permanecer na Casa Branca, depois de denunciar que funcionários do governo estão ameaçando cancelar de novo seu credenciamento de imprensa.
O advogado da CNN, Theodore Boutros, pediu ao juiz Timothy Kelly uma audiência de emergência na semana de 26 de novembro.
O comunicado do canal de notícias a cabo chega três dias depois de um juiz federal ter ordenado à Casa Branca permitir a volta de Acosta, ao considerar que havia uma falta de “devido processo legal”, sem entrar na análise do argumento da CNN de que a ordem viola as garantias constitucionais da liberdade de imprensa.
A CNN disse que recebeu uma carta na sexta-feira, horas depois da decisão do juiz, na qual a Casa Branca anunciava sua intenção de cancelar o credenciamento de imprensa de Acosta uma vez expirados os 14 dias estabelecidos pela ordem de restrição temporária.
“A Casa Branca viola continuamente a primeira e a quinta emenda da Constituição”, afirmou a rede em um comunicado no domingo.
“Estas ações ameaçam todos os jornalistas e as organizações de notícias. Jim Acosta e a CNN continuarão informando sobre a Casa Branca e o presidente”, afirmou.
A carta da Casa Branca, que tenta abordar a questão do devido processo legal, disse que Acosta “violou as normas básicas” de um evento informativo quando entrou em uma discussão tensa com o presidente Donald Trump, em 7 de novembro.
“Fez uma pergunta e o presidente a respondeu”, explicou na carta.
“Então gritou uma segunda pergunta ao presidente sobre uma nova questão, que o presidente respondeu ao mesmo tempo em que pediu que cedesse a palavra a outro. Nesse momento, continuou gritando com o presidente e se negou fisicamente a entregar o microfone”, argumentou o governo.
Trump disse na sexta que estavam redigindo “regras e regulações” para as coletivas de imprensa do governo, onde o presidente ou seus representantes acusam com frequência os jornalistas, particularmente Acosta, de serem hostis.
Em 7 de novembro, o dia em que retiraram seu credenciamento, Acosta enfureceu Trump ao se negar a entregar o microfone em uma coletiva de imprensa, por considerar que o presidente estava evitando uma de suas perguntas.

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