DF - Mais uma cratera se abre em Vicente Pires e Rua 8 fica interditada

Administrador pede que moradores evitem sair de casa durante a chuva forte. Os trabalhadores atuam para fechar o buraco que se abriu na Rua 8. Previsão é a de que o trabalho termine até 14h
(foto: Isabela Guimarães/Esp.CB/D.A Press )
Mais uma cratera se abriu em Vicente Pires, dessa vez na rua 8. Moradores de condomínios acordaram na manhã de hoje (16/11) com um buraco de aproximadamente 10x10 metros bloqueando a rua. Integrantes da Defesa Civil, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e o administrador regional, Charles Guerreiro estiveram no local para avaliar os danos. Ninguém se feriu. 
Segundo o administrador, a cratera se abriu com a chuva intensa da madrugada. Devido às obras de instalação da galeria de águas pluviais, já havia escavação ali. "O trecho estava devidamente isolado tanto com barreiras de terra no local como com telas de proteção, mas as chuvas que se iniciaram na noite de ontem e se intensificaram na madrugada levaram toda a contenção que existia aqui', explicou Charles Guerreiro.
A recomendação para a população é de evitar áreas alagadas ou com muita lama que possa atolar os veículos. A administração também alerta para que, ao passar pelas ruas, evite-se tocar em objetos metálicos. O administrador pediu ainda que a população evite sair de casa. "Não tendo necessidade, em momentos de chuva mais intensas, quando não há urgência clara, evitem sair de suas casas. É necessário um somatório de forças entre estado e sociedade para que a nossa cidade possa superar este momento e construir uma nova história, já com uma infraestrutura funcionando que será entregue ao longo de 2019".
Sair de casa será, de fato, complicado para os moradores da rua 8, que está interditada. Muitos moradores ficaram ilhados nesta sexta-feira. O cirurgião dentista Fábio Massa, 41 anos, mora há 6 em Vicente Pires. Ele não conseguiu sair para trabalhar devido a cratera. "Eu recebi no grupo os relatos do que tinha acontecido e vi que não dava pra sair. Tanto transtorno nessa obra e não se resolve, parece que o planejamento foi falho. É uma mistura de tudo que não é bom: indignação, despreparo."
Zeladora de um dos condomínios há 4 anos, Fabiana Sousa, 36 anos, disse que ainda ontem estava tudo normal. "Isso aqui é pior que tragédia. Quando chove, ônibus não desce aqui. Agora não sobe e nem desce. Olha a situação que a gente tem que passar. A obra tem que ser feita, sei que eles estão fazendo o melhor deles, mas está prejudicando a população", reclamou.
Fabiana Sousa, zeladora de um dos condomínios disse que a situação é de desespero. "Isso aqui é pior que tragédia".(foto: Isabela Guimarães/Esp. CB/D.A Press)
O aposentado Valdemir Foscaches, 63 anos, morador de um dos condomínios disse que ia à padaria quando viu o buraco. Ele lamentou o ocorrido e disse que as pessoas estão assustadas."Para ter o serviço concluído, vai passar por essa fase de transição. O problema maior é a chuvarada. Teria que parar essa obra agora até ter condições de ter segurança", ponderou.
A preocupação agora é com a adutora da Caesb, que fornece água para a região e, com a erosão, ficou suspensa. A administração agora fará um calçamento para evitar que ela se rompa e a previsão é de que o buraco seja fechado até as 14h. Porteiro de um dos condomínios, Marcelo Guerreiro, 28, acredita que o momento é grave. "O sentimento é de revolta e tristeza. A situação é crítica", lamentou. A previsão do Inmet para esta sexta-feira (16/11) e para o fim de semana, é de mais chuva.
Cavalo morto
Dois dias antes do buraco se abrir, um cavalo morreu eletrocutado no mesmo local. O caso aconteceu quando um trator que realizava obras na Rua 8 atingiu um cabo de energia subterrâneo, gerando a descarga elétrica. Como o chão estava molhado, o cavalo de um carroceiro que passava pelo local morreu na hora. O carroceiro não se feriu. 
Estagiária sob a supervisão de Adriana Bernardes/CORREIOBRAZILIENSE.

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