EUA - Incêndios na Califórnia: 66 mortos e 631 desaparecidos em uma semana

Chamas no norte do Estado fizeram 63 vítimas fatais; outras três mortes aconteceram no sul
O Estado de S.Paulo
SÃO FRANCISCO - Uma semana após o início dos dois grandes incêndios que seguem ativos no norte e no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, foram contabilizados 66 mortos e 631 desaparecidos.
Camp Fire já é o incêndio mais mortal da história da Califórnia Foto: Foto: Noah Berger / AP
O condado de Butte, no norte do estado, onde acontece o incêndio batizado como "Camp Fire", que com 63 vítimas mortais já é o mais mortífero da história californiana, atualizou na noite desta quinta-feira, 15, a lista de pessoas desaparecidas para 631. O número é mais que o dobro do registrado pela manhã e quase cinco vezes maior que na quarta-feira, 14.
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Incêndio na Califórnia já é o pior da história do estado
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As outras três mortes aconteceram no incêndio que atinge o sul do estado, perto de Los Angeles, e onde as autoridades declararam que não há informação de nenhuma pessoa desaparecida.
A maioria dos desaparecidos vive em Paradise, cidade de 26 mil habitantes que foi destruída pelas chamas. O município fica aos pés da Sierra Nevada, em meio a um clima seco e ensolarado que no último meio século atraiu muitos aposentados. A maioria das pessoas que aparece na lista de desaparecidos tem mais de 60 anos.

Incêndio Camp Fire, na Califórnia, obriga retirada de milhares pessoas
Combate aos incêndios
Os bombeiros, por sua parte, conseguiram avançar e controlaram 40% do incêndio após alguns dias com os trabalhos praticamente estancados por conta das condições meteorológicas desfavoráveis.
De acordo com os cálculos mais recentes, o "Camp Fire" queimou um total de 10.321 edifícios (8.650 deles imóveis particulares) e afetou 56.655 hectares.
Membros da Guarda Nacional da Califórnia fazem intervalo em seu trabalho de combate ao fogo no Estado Foto: AP Photo/John Locher
O governador da Califórnia, Jerry Brown, e o secretário de Interior americano, Ryan Zinke, visitaram nesta quarta a área afetada e prometeram auxílio estadual e federal para ajudar nas tarefas de recuperação.
No próximo sábado, o presidente Donald Trump deverá visitar o Estado para se reunir com pessoas afetadas pelas chamas.
Os efeitos do fogo alcançam a área da baía de São Francisco, de sete milhões de pessoas e a 280 quilômetros de distância do incêndio, onde desde a última semana está ativo um alerta pela má qualidade decorrente da fumaça.

O Distrito de Gestão de Qualidade do Ar da região classifica a situação de "muito ruim para a saúde" e recomenda aos moradores que evitem sair às ruas na medida do possível e, quando tenham que fazê-lo, que usem máscaras de proteção.
As pequenas partículas contidas na fumaça podem acumular-se nos pulmões e irritar o sistema respiratório, razão pela qual, embora o alerta seja extensivo a toda a população, grupos como crianças, idosos e os que sofrem com doenças respiratórias ou do coração são os que correm mais risco.
Diante dessa situação, as três universidades estaduais da área suspenderam as aulas e permanecerão fechadas durante o resto da semana.
Em paralelo ao "Camp Fire", o incêndio do sul, que foi batizado como "Woolsey Fire" e também está ativo desde a semana passada, queimou 39.800 hectares. Os bombeiros conseguiram contê-lo em 57% até o momento.
Ao sul, o Woolsey Fire afeta Ventura - onde fica a cidade de Malibu, residência de várias estrelas de Hollywood - e Los Angeles Foto: Kevork Djansezian / Getty Images / AFP
Origem das chamas
Apesar da origem de ambos incêndios seguir desconhecida e as autoridades manterem abertas as investigações, alguns dos afetados pelas chamas no norte apresentaram um processo contra a maior companhia provedora de gás e eletricidade do estado, a Pacific Gas & Electric Co. (PG&E).
A PG&E revelou na semana passada aos reguladores que detectou um "problema" em uma linha de alta tensão próxima à área onde se declarou o incêndio apenas alguns minutos antes que se iniciassem as chamas.\ EFE/estadão

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