Itamaraty impediu que diplomatas se aproximassem de Bolsonaro

Atitude de Marcos Galvão, o secretário-geral, facilitou opção por Ernesto Araújo
Marcos Galvão, secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores.
A escolha de Ernesto Araújo para ministro das Relações Exteriores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) deixou muitos diplomatas felizes, bem ao contrário do que se divulga. Eles também querem mudança. E revelam que essa opção foi facilitada pelo comportamento do secretário-geral do Itamaraty, Marcos Galvão: tentando “vender” o próprio nome para o cargo, ele não permitiu a aproximação de diplomatas com Bolsonaro, seus filhos e a equipe de transição. Ficou parecendo que os diplomatas haviam desenvolvido algum tipo de aversão à sua vitória, mas tanto quanto na maioria das corporações, Bolsonaro foi também o mais votado no Itamaraty. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O distanciamento piorou a imagem do Itamaraty junto a Bolsonaro e seu staff, que se aproximaram muito dos artigos e ideias do embaixador Ernesto Araújo. Ele defende uma política externa bem diferente daquela adotada pelo Brasil nos últimos anos.
O ambicioso secretário-geral Marcos Galvão, que aliás já garantiu seu “exílio dourado” em Bruxelas, tentou se cacifar junto ao general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, mas para a turma do presidente eleito, #EleNão.
Galvão não emplacaria por suas sólidas ligações a críticos de Bolsonaro como Rubens Ricupero, os ex-ministros petistas Antonio Palocci e Guido Mantega e o senador José Serra (PSDB-SP).

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