FUTEBOL - Emerson para, mas fica para sempre na história do Corinthians

Herói da Libertadores da América de 2012, Emerson Sheik se despede do futebol com linda festa na arena do Timão, em Itaquera
Fica a arrancada de não sei quantos metros e de não sei quantos milhões de corações. Fica a explosão até a chapa no canto esquerdo do Boca. Fica a vontade e fica a raça até o chute com o peito do pé. Fica a mordida. a provocação. E fica a voz cheia de polêmicas e declarações que fogem da mesmice. A liberdade fica naquele julho de 2012. A liberdade que dá o tom da história do Corinthians . Emerson foi democraticamente eleito ídolo superando a desconfiança de quem foi levando a vida levemente. Sempre. Fica para sempre.
Fica o Brasileiro. O Paulista. O Mundial . Fica o retorno do nada. O fim prolongado e previsto. O olhar cheio de sorrisos espontâneos. A ironia, a metáfora, o sarcasmo. As vitórias de Emerson ficam mais do que os deslizes. Mais do que as músicas nas horas indevidas no ônibus. Mais do que as saídas. Emerson fica como protagonista.
O mesmo que veio como coadjuvante. Repleto de poréns e entretantos. Lotado de críticas e elogios. Gente, sobretudo. Gente artista. Que fez arte enquanto o corpo deixou. Fazer sorrir é fazer arte. Arte é emocionar. É o poder do futebol.
Fica a velocidade dos vídeos. A velocidade que se perdeu naturalmente nos últimos meses ao vivo. Fica o carrinho no zagueiro. A marcação no defensor. Fica o helicóptero pousando. O puxão de orelha do técnico. O abraço para acalmar a coisa. Fica o afago, o carinho, o ombro amigo. Ficam os dois personagens: o sujeito e o ídolo; figura humana e o nome. Fica com seus pecados e seus milagres. Não há perfeição na história.
Sheik para. Mas fica. Fica quem deu motivo para o maior berro naquela noite de quatro de julho. Ainda se escuta. Emerson para, mas fica para sempre. Sua imagem e semelhança é o Corinthians.
Fonte: Esporte - iG 

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