Datena chora ao anunciar morte de Boechat: ‘O maior jornalista do país’

Apresentador da Band afirmou que 'era um dos piores momentos de sua vida'; jornalista morreu nesta segunda em uma queda de helicóptero na rodovia Anhanguera
Datena entra ao vivo para dar a notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat - 11/02/2019 (Band/Reprodução)
Por VEJA
Ao anunciar a morte de seu colega de emissora, o jornalista Ricardo Boechat, aos 66 anos, e do piloto Ronaldo Quattrucci, em uma queda de helicóptero na rodovia Anhanguera, em São Paulo, o apresentador José Luiz Datena não conseguiu segurar a emoção. Na homenagem, disse que o anúncio era um dos piores momentos de sua vida.
“O maior âncora da televisão brasileira, Ricardo Boechat morreu hoje em um acidente de helicóptero no Rodoanel, em São Paulo”, informou Datena. “Ele foi à Campinas fazer uma palestra. O helicóptero em que ele estava não chegou ao seu destino, que era o heliponto da Band.”
“É um momento muito triste para o Grupo Bandeirantes de Comunicação, para a família Band e para o jornalismo brasileiro”, disse o apresentador. “Boechat era indubitavelmente o maior jornalista do país. Uma das grandes referências da história do jornalismo brasileiro. Confio muito nos desígnios de deus, mas num momento como esse a gente se pergunta se era essa a forma de terminar a sua história aqui nesse plano.”
“Ele não era só bem visto por vocês, que acompanham, ele era amado pelas pessoas aqui, internamente”, afirmou. “É como se eu, como se nós, vocês inclusive, que recebiam o Boechat todo dia na sua casa, perdêssemos um ente querido, para nós era muito querido mesmo, uma pessoa especial. Era um cara que saía para jogar bola com a molecada, fazia churrasco com os meninos da mesma forma que falava com políticos.”
“Ele sempre foi poderoso, mas tinha um poder que poucos poderosos têm, além do dom da palavra, tinha o dom do amor”, continuou. “Eu já vivi muitos momentos difíceis da minha vida, falando de pessoas que eu perdi, mas esse, pode ter certeza, é um dos piores momentos da minha vida.”
“Se o Boechat estivesse aqui, ele diria que a vida vale a pena para caramba. Para ele sempre valeu, ele sempre usou esse tempo que teve, espaço que teve, de uma forma honesta, correta e verdadeira, acima de tudo. Mais do que deixar os sentimentos para a família do Boechat e a família brasileira iremos deixar apenas uma vírgula no texto, uma pausa na locução. A vida é tão insólita que a gente ouve falar e de repente acontece. Até os inimigos respeitavam o Boechat, porque era muito difícil contestá-lo.”

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