‘Guerra fria’, filme que nasceu para virar clássico

KATHERINE WEYNE
Guerra Fria, o filme polonês que concorre ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, tem uma premissa simples: uma história de amor em um período pós-Segunda Guerra Mundial em uma Polônia Stalinista.
“Guerra Fria”, indicado
para o Oscar
de Melhor Filme
Estrangeiro:
fotografia incrível.
O desenrolar do romance das personagens é marcado por idas e vindas, sendo botado à teste em vários momentos. A paixão é alimentada justamente pelas dificuldades que a atrapalham. Um amor tóxico, que só encontra verdade nos momentos de adversidade, é retratado, podendo ser interpretado como uma metáfora ao contexto social dos dois. Em alguns momentos, fui lembrada de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman em Casablanca.
O filme polonês tem tudo para se tornar um clássico.
A característica realmente impressionante na obra é a belíssima fotografia, possivelmente a mais incrível que tive o prazer de ver até então. Em preto-e-branco, cada cena parece ter saído de um quadro e meu voto estará com ela na disputa ao prêmio de Melhor Fotografia. O filme, por ser estrangeiro e ter a coloração monocromática que se faz infalível de ser notada, infelizmente não deve se tornar muito popular entre muitos públicos, o que é uma pena para uma obra tão bela.
O longa foi uma das boas surpresas desse ano, fato que pode ser atribuído especialmente à indicação para Melhor Diretor de Pawel Pawlikowski, desbancando alguns outros diretores como Bradley Cooper (Nasce uma Estrela) e Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse).
Por fim, Guerra Fria é um filme melancólico e uma obra de arte para aqueles que sabem apreciar. Do tipo que envelhece bem, podendo vir a se tornar um clássico.
Katherine Weyne escreve sobre cinema às segundas e quintas.(DP)
Com “Guerra fria”, Pawel Pawlikowski pode levar Oscar de Melhor Diretor.

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