PAGAMENTO DE PROPINA : Ex-governador Beto Richa se torna réu por corrupção e organização criminosa

Richa é acusado de receber propina por favorecer a Odebrecht na licitação de uma rodovia no Paraná
Ex-governador do Paraná Beto Richa. Foto: Ricardo Almeida/ANPR
O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) se tornou réu por corrupção passiva e organização criminosa, no âmbito da Operação Integração, que apurou suposto favorecimento à Odebrecht na licitação da PR-323, no noroeste do Paraná. Outras nove pessoas viraram rés pelos menos crimes — como Pepe Richa, irmão do ex-governador.
O tucano foi citado nas delações do ex-executivo da Odebrecht Valter Lana e pelo ex-presidente do Setor de Operações Estruturadas da empreiteira Benedicto Júnior.
Segundo as investigações do Ministério Público Federal (MPF), o esquema de corrupção teria desviado R$ 8,4 bilhões por meio do aumento da tarifa do pedágio e por meio obras não executadas. Ainda de acordo com as apurações, o valor pago em propina chega a R$ 35 milhões.
Duas denúncias
O MPF dividiu as acusações em duas denúncias. A primeira envolvendo agentes públicos e a segunda, empresários envolvidos no esquema. Entre os alvos estão ex-presidentes das seis concessionárias investigadas no esquema, além de funcionários da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
Prisões
Em janeiro deste ano, Richa foi preso novamente, mas foi solto seis dias depois por decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha.
O ex-governador já tinha sido preso em setembro do ano passado, durante uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR). A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) mirou o programa do governo estadual que faz a manutenção das estradas rurais, o Patrulha do Campo.

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