Assembleia do DCE/UnB sobre paralisação nacional não obteve quórum

Apesar de os presentes terem votado a favor do movimento, decisão não foi válida por não atingir o quórum mínimo. Era necessária a presença de cerca de 1.500 alunos, no entanto, apenas 992 estiveram na reunião
Reunidos em assembleia do Diretório Central dos Estuantes (DCE) no Ceubinho do Instituto Central de Ciências da Universidade de Brasília (UnB), estudantes decidiram participar da paralisação nacional da educação, convocada, para a próxima quarta-feira (15), contra o anúncio de corte dos recursos destinados às universidades por parte do governo federal. No entanto, a decisão acabou não sendo considerada válida: após o fim da assembleia, o DCE contou os votos e viu que o número de presentes foi insuficiente. Assim, o corpo estudantil da UnB não participará da paralisação nacional.
Alunos se reuniram nesta quarta-feira (8) no Ceubinho na UnB e decidiram aderir à greve nacional da educação, marcada para 15 de maio
Era necessária a presença de um terço dos alunos da UnB, cerca de 1.500. No entanto, foram registrados 992 no encontro. Assim, qualquer decisão tomada na assembleia fica sem validade. 
A Reitoria da UnB informou que o corte na instituição deve chegar a 40%, o que comprometerá contas de água, luz, limpeza e segurança, além de compra de materiais de laboratório. No total, a perda pode chegar a R$ 48,5 milhões.
Durante a assembleia, os estudantes também avaliaram a participação no ato que será no dia da paralisação no Museu Nacional, além da criação de um comitê com a participação de representantes da UnB e do Instituto Federal de Brasília (IFB).
Gabriel Ferreira, 21 anos, aluno do 4° semestre do curso de letras, ao lado sua colega de curso Isabela Pinheiro dos Reis, 20
Gabriel Ferreira, 21 anos, aluno do 4° semestre do curso de letras, participou da assembleia para ter mais informações e saber como está o posicionamento do DCE e da UnB sobre o corte de verbas.
"O corte vai afetar tudo. Essa decisão desmotiva o estudante e diminui a produção de conhecimento da universidade", reclama Gabriel. O estudante disse que ainda sente o efeito dos cortes anteriores: "Afeta na logística dos departamentos e já tem secretarias fechadas".
Isabela Pinheiro dos Reis, 20, colega de Gabriel no curso de letras, fez questão de participar da reunião. "Esses cortes podem influenciar em tudo. Na minha vida, o prejuízo já começou. Eu tinha bolsa de um projeto de pesquisa, e a bolsa foi cortada devido a falta de verba no início deste ano", relata.
"O que é dado para pesquisa é muito pouco. Cortar essa área é muito triste", completa. "Eu acho importante participar da paralisação com o intuito de mostrar o que a gente está fazendo e o que é a nossa universidade".
Funcionários mobilizados 
O Sindicato dos Trabalhadores da Fundação da Universidade de Brasília (Sintfub) também convocou uma assembleia na manhã de quarta-feira (8/5) e aprovou a participação na paralisação da próxima quarta-feira (15). 
*Estagiárias sob supervisão de Ana Sá
(correiobraziliense)

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