Greves como a do Metrô 'não vão dar em nada', afirma Ibaneis Rocha

Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, com a situação econômica atual, não é possível negociar aumento de salários
SP Sarah Peres
Segundo Ibaneis, condutores de metrô no DF são muito bem remunerados em comparação aos de outras cidades do país(foto: Ana Rayssa/CB/D.A Press)
Ao comentar a greve dos metroviários e ameaças de paralisação de outras categorias, nesta quarta-feira (8/5), o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, afirmou que tais iniciativas acontecem por "falta de compreensão do serviço público", uma vez que todos sabem que "os estados estão quebrados".
"Todos nós sabemos que não vai dar em nada, pois não há possibilidade de negociação de nada em âmbito de salários. No Distrito Federal, (isso acontece) de forma mais absurda. Aqui, um condutor de metrô ganha cerca de R$ 12 mil, enquanto em São Paulo, se faz o mesmo serviço por R$ 4 mil", acrescentou Ibaneis. 
A fala ocorreu após café da manhã na residência oficial do presidente da Câmara, onde estavam governadores de estado; o presidente Jair Bolsonaro; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, respectivamente.
Ibaneis culpou governos anteriores de esquerda pela situação difícil pela qual passam as empresas públicas. "Coloco de forma bem clara que, aqui em Brasília, em virtude dos governos de esquerda e socialistas, houve apropriação das empresas pelo serviço público. Agora, vamos ter que enquadrar essa situação, sob pena de quebrar todas as empresas que já estão quebradas. Ai, a situação desses servidores se agrava mais, pois chegaremos ao ponto de estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que tem salários atrasados", acrescentou Ibaneis Rocha. 
Contas em dia
O governador ainda sustentou que, atualmente, o trabalho dele e da equipe econômica do Buriti é colocar todas as contas do Distrito Federal em dia. "Tenho a responsabilidade de administrar um estado em que teve aumentos salariais fora da proporção nacional. Isso deixou os servidores em condição salarial bem elevada em relação aos demais estados. Portanto, espero a compreensão tanto dos servidores, como do sindicato", disse. 
Por fim, Ibaneis finalizou o pronunciamento observando que houver "um superavit (quantia excedente após o pagamento das despesas) e conseguirmos enquadrar as contas do DF, nós certamente vamos valorizar os servidores. Esse é o meu intuito. Assim, poderemos fazer o ajuste principal necessario."

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