VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO DISTRITO FEDERAL - Homem mata companheira e esconde corpo em tubulação de esgoto

Polícia foi até a residência do casal e encontrou escrito na parede a seguinte frase: “Culpado. Foi ele quem me matou”
A Polícia Civil desvendou um crime bárbaro nesta terça-feira (14/05/2019). Um homem matou a companheira a facadas e escondeu o corpo na tubulação de esgoto na região de Santa Luzia, na Estrutural.
De acordo com informações do delegado Luiz Alexandre Gratão, da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul), a mulher de 29 anos foi esfaqueada em casa. Após o assassinato, o suspeito teria colocado o corpo de Maria de Jesus do Nascimento Lima num carrinho de compras e o jogado em uma manilha que dá acesso à rede de esgotamento sanitário.
Após receber denúncia sobre a existência de um corpo na tubulação e identificarem a vítima, os policiais foram até a residência do casal e encontraram escrito na parede, de caneta esferográfica azul, a seguinte frase: “Culpado. Foi ele quem me matou”.
De acordo com o delegado, o autor do crime, de 34 anos, frequentemente agredia a companheira.Há relatos de vizinhos que o relacionamento era conturbado.
A própria vítima já havia registrado ocorrência de violência doméstica (Lei Maria da Penha). A última ocorrência foi registrada este mês. Segundo relatos da mulher, o companheiro disse que o próximo feminicídio no DF seria o dela.
Cena do crime Divulgação/PCDF
Mulher escreveu que odiava o companheiro Divulgação/PCDF
Após ser confrontado com as provas, ele teria confessado o crime. A faca utilizada no crime foi apreendida. O envolvido foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e será indiciado por feminicídio.
Apenas neste ano, 11 mulheres foram vítimas de feminicídio no DF. Em outros 42 casos, os agressores tentaram matar suas companheiras ou ex.
O último caso de feminicídio foi registrado no dia 06/05/2019. Jacqueline dos Santos Pereira, 39, acabou morta a facadas pelo ex-marido na QC 1, Conjunto P de Santa Maria. Maciel Luiz Coutinho da Silva, 41. O motoboy teria ido até a casa da ex-companheira e a esfaqueado.
Neste 2019, o Metrópoles iniciou um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.
O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.
Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileiras.

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